Etanol de Milho ganha força no Mato Grosso e vira destaque em conferência internacional

Etanol de Milho ganha força no Mato Grosso e vira destaque em conferência internacional

Evento reúne especialistas, produtores e autoridades para debater o futuro do biocombustível e seus impactos positivos para o campo e a economia brasileira

Cuiabá sediou, nesta semana, a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, reunindo especialistas do Brasil e do exterior, produtores rurais, representantes do setor agroindustrial e autoridades públicas para discutir os desafios e as oportunidades de expansão do biocombustível feito a partir do milho. O encontro reforça o protagonismo do Mato Grosso na produção nacional de etanol de milho e seu papel estratégico na transição energética e na valorização da agricultura local.

Setor em ascensão e com raízes no campo

Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol, e o Mato Grosso é o estado que lidera a produção de etanol de milho. Em 2023, o estado respondeu por cerca de 85% da produção nacional, com usinas que operam em sintonia com o agronegócio e que geram milhares de empregos diretos e indiretos. O crescimento do setor tem impulsionado investimentos, inovação e renda para pequenos e médios produtores.

Conferência promove diálogo e soluções conjuntas

A conferência aconteceu entre os dias 2 e 3 de abril, em Cuiabá, e foi promovida pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) e pela consultoria DATAGRO. O evento contou com painéis técnicos, apresentação de estudos, networking entre lideranças do setor e debates sobre regulação, sustentabilidade e perspectivas de mercado.

Participaram autoridades como a chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Agricultura e Pecuária, Ana Flávia Rodrigues Ramiro, a Flavinha, que reforçou o compromisso do governo federal com o fortalecimento da produção de biocombustíveis no país.

“Eventos como essa conferência são fundamentais para aproximar o conhecimento técnico das pessoas que vivem da terra. Quando reunimos pesquisadores, produtores, empresas e o governo para debater o etanol de milho, estamos falando de geração de emprego, valorização do nosso milho, desenvolvimento de novas tecnologias e mais renda circulando nas comunidades. Isso tudo chega na ponta: ajuda o agricultor familiar, movimenta o comércio local e garante mais segurança energética e ambiental para o país. O Mato Grosso está no centro dessa transformação, e o cidadão mato-grossense precisa saber que ele faz parte disso.”

Ana Flávia Rodrigues – Flavinha

Impacto direto para agricultores e cooperativas

Além das grandes usinas, o setor vem se aproximando de associações de agricultores familiares e cooperativas, com oportunidades de integração produtiva e fornecimento de insumos, como milho e biomassa. Isso representa uma chance concreta de inclusão produtiva e aumento da renda no campo.

Estudos apresentados na conferência mostraram que cada R$ 1 bilhão investido no setor gera até 10 mil empregos e dinamiza a economia local com efeitos positivos em transporte, armazenagem e serviços.

Perspectivas e próximos passos

Com a expansão prevista de novas usinas e o avanço da tecnologia no processamento do milho, o setor de etanol deve seguir em crescimento nos próximos anos. Autoridades reforçaram a importância de políticas públicas que incentivem a produção sustentável e assegurem infraestrutura logística e crédito para pequenos produtores.

A mensagem da conferência foi clara: o etanol de milho não é apenas uma solução energética, mas também uma estratégia de desenvolvimento regional. Para o agricultor mato-grossense, trata-se de uma nova fronteira de oportunidades que alia inovação e tradição no campo.

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